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Transposição digital, saturação e seleção


Assim que a Pandemia chegou e o isolamento social se instalou em nosso país, nos vimos diante de alguns obstáculos. Um deles, tema deste artigo, foi justamente a transposição digital. Pessoas e empresas tiveram que se reinventar. Foi uma espécie de passado em andamento, presente em adaptação e futuro em construção.

                Fomos expulsos da zona de conforto e expostos à uma tempestade desconhecida. Não importava o quanto cada um de nós sabia sobre algo, mas sim nossa capacidade de praticar aquilo em novos formatos.

Trago dois Pensandores para ilustrar as possibilidades inerentes ao momento:

“Nada é permanente, salvo a mudança” (Heráclito)

“Há sempre a escolha entre voltar atrás para a segurança ou seguir em frente para o crescimento” (Maslow)

Alguns perceberam uma tela branca em sua frente e começaram novas ações. Outros paralisaram. Muitos seguem lamentando ou tendo dificuldades em lidar com esse “novo normal”. Somos diferentes e respondemos de maneiras distintas, mas vale considerar aquilo que José Pio Martins mencionou num artigo dias atrás no Saúde Business, apontando que nosso país tem 5.570 municípios, dos quais apenas 1.427 possuem mais de 25 mil habitantes. Sendo assim, são 4.143 cidades com menos de 25 mil, das quais 1.200 têm menos de 5.000 habitantes – isto representa uma gigantesca complexidade e variedade em quase todos os pontos que possam ser analisados e comparados.

Me pergunto aqui quem é você que está lendo este artigo agora? Onde vive, mora, se está trabalhando ou não, com quem, de que forma, qual sua atual condição de saúde, escolaridade, interesse pelos temas apresentados e, mais do que tudo isso, como se encontra nesse momento da sua vida? Feliz? Triste? Ansioso? Deprimido? Motivado e buscando soluções? Precisando de ajuda?! Que tipo de ajuda? De quem e de que forma?!

Do isolamento social chegamos rapidamente numa saturação de Live’s, video aulas, teleconsulta, teleatendimento, treinos on line e consecutivas reuniões virtuais. Nos adaptamos ao digital e adentramos ao valioso “reino” das escolhas – onde nos encontramos hoje – muito mais seletivos em relação a utilização do nosso tempo e das escolhas que fazemos.

Continua atual um dilema das empresas em torno de algo essencial e estratégico: como tornar a cultura do aprendizado em algo instituído na organização, fazendo com que cada indivíduo realmente tenha esse protagonismo da sua existência, sem padecer, adoecer ou tornar-se obsoleto? Será que existe uma consciência sobre aquilo que sabemos hoje não ser mais suficiente para nos tornar relevantes num futuro próximo – amanhã quem sabe?! Qual responsabilidade da empresa e como fazer, construindo isso de forma coletiva, mediante colaboração mútua?!

Cada vez mais as empresas precisam de pessoas produtivas e saudáveis, alinhadas com seus valores, propósitos, missão e visão de futuro; bem remuneradas, com perspectivas de crescimento e participação nos resultados, reconhecimento, acolhimento, oportunidades e novos desafios… Mas até essas expectativas precisam ser repactuadas entre todos nós!

Concluo reafirmando que viver uma vida ativa se constitui numa importante PLATAFORMA para o envelhecimento ativo e à longevidade, sem a qual torna-se insustentável viver. Além de uma vida profissional ativa, um indivíduo precisará preservar aquilo que Ilmarien (2014) chamou de RECURSOS INDIVIDUAIS, aos quais acrescentei meu “tempero sugestivo” e apresento abaixo:

– Sua SAÚDE e suas APTIDÕES FUNCIONAIS

– EDUCAÇÃO continuada e aquisição de COMPETÊNCIAS

– VALORES, ATITUDES e MOTIVAÇÃO

Nas análises que tenho feito na transformação da Pirâmide Demográfica brasileira e nas estatísticas mundiais anuais, percebo que a partir de 2040 menos pessoas entrarão no mercado de trabalho, pois teremos mais pessoas acima de 60 anos do que crianças menores de 05 anos. Hoje já vemos menos oportunidades de emprego formal, mas existem muitas opções de trabalho – numa perspectiva de encontrar soluções, buscar alternativas e resolver problemas.

O trabalho passa a ser considerado como a capacidade de agregar valor através da aplicação de suas competências. Mas como desenvolvê-las? Quais competências mais essenciais?! Com quem construí-las?!

Finalizo pontuando – em tom convidativo – para que investimentos em Especialistas neste assunto possam ocorrer. Afinal, a EDUCAÇÃO e a SAÚDE das pessoas são elementos imprescindíveis para que tenhamos eficiência, produtividade, avanços sociais e econômicos com sustentabilidade e mais igualdade.

COMO podemos impactar e ajudar as pessoas a se cuidarem mais e adotar novos hábitos de vida?! Questão ampla. Penso que isso passa pelo Auto desenvolvimento. As pessoas se desenvolvem através do seu autoconhecimento e, ao assumirem o protagonismo da sua vida, encontram ou clarificam seu caminho com mais sentido e propósito. Conseguem então ressignificar para transformar-se a partir daqui – e não ser transformado por que o outro pediu.

Aprendem a olhar para si mesmo!!!

Eu, Rony Tschoeke, dedico-me cada vez mais em realizar Mentorias sobre esse assunto, justamente por acreditar no poder transformador da educação em saúde nos ambientes de trabalho. As pessoas precisam aprender a gerenciar melhor os próximos anos da sua vida e isso passa pela facilitação desse processo.

Falarei mais disso num próximo artigo…

@rony_tschoeke

rony@promovesaude.com.br

(41) 9 9196-8484

8 Responses to Transposição digital, saturação e seleção

  1. Nelson Francisco Leal

    Excelente Rony!!!

  2. Eloir Edilson Simm

    Muito boa essa sua menagem

    • Rony

      Te agradeço pela atenção da leitura e pelo seu feedback Eloir!!! Um grande abs e vamos seguir firmes na missão…

  3. José Antonio Portugal

    Muito Bom! A dificuldade em lidar com um presente desconfortável que nos faz antecipar ações futuras e um desafio.

    • Rony

      Muito obrigado pela atenção e pelas palavras Mestre Portugal… Como você sempre disse, o “milagre” é fruto do investimento diário que fizermos”
      Vamos passar por esse desafio com determinação e consistência!!! Um grandioso abraço

  4. Najoua

    Muito bom! Um convite a reflexão do autoconhecimento, o poder que temos para inovar mesmo em tempos de crise.
    A habilidade, penso que passa inevitavelmente pelo re-aprender investir na melhora de crescimento para que possamos ser agentes motivadores e inspiradores.

    • Rony

      Obrigado pela interação e pelos comentários Najoua… Essa potência de agir existe em todos nós e precisamos encontrá-la e também incentivá-la naqueles com quem convivemos!!! AVANTE!

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